sábado, 29 de dezembro de 2007

Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece.

Durante toda a história, nunca foi necessário que a grande maioria das pessoas tivesse que perguntar "O quê eu tenho que fazer?". Sempre foi falado o quê tinha que ser feito. "A sua função é vender", "A sua função é cobrar os clientes", "A sua função é embalar caixas" etc. Sempre apareceu algum messias metido a Salvador da Pátria inflado de populismo cheio de empatia boas intenções para resolver as coisas. ESSA ERA ACABOU! Nesses tempos em que vivemos VOCÊ precisa aprender a se perguntar: O QUE EU DEVO FAZER? Qual deveria ser a minha contribuição para a empresa? Quais resultados precisam ser atingidos para fazer a diferença?

Eu vou votar no Geraldo Alckimin para Presidente do Brasil nas próximas eleições. O Ali Babá teve a chance dele, eu vou dar o meu voto para outro. Comigo não tem essa de "rouba mas faz" ou "os meios justificam os fins" ou "a minha mãe era analfabeta e só eu sei o que é passar fome", roubo ou complacência é RUA! Tolerância tem que ser ZERO! É o fim da picada a brasilândia (51%) aceitar alguém mais ou menos ladrão ou mais ou menos complacente e se contentar com isso. Que país é esse?

Eu vou votar no Alckimin, mas não como o Salvador da Pátria. Eu não espero muito e não quero ver muito. Eu não quero nem ouvir falar dele quando estiver por lá. Eu não quero populismo, não quero obras de caridade, não quero projetos de efeito (astronauta-palestrante de 30 milhões de dólares). Eu não quero presidente-salvador-da-pátria e nem garoto-propaganda de botox, esse não é o papel da liderança.

Quem deve resolver tudo somos nós, funcionários públicos, privados e liberais. O líder assina o cheque, faz perguntas inteligentes, o resto quem faz é Você e Eu!

O problema do Brasil não são os políticos, o problema do Brasil é o brasileiro. O brasileiro que compra drogras e alimenta o tráfico. O brasileiro que revende rádio roubado ou produto falsificado e alimenta o roubo. O brasileiro que não paga impostos e alimenta o fiscal da receita. O brasileiro preconceituoso prá caramba que insiste em conviver apenas com pessoas semelhantes a ele. O brasileiro que deixa de fazer negócios com empresas que trabalham direitinho, têm ISO9000, qualidade, nota fiscal, porque não quer aparecer para não ter que retribuir com o país. O brasileiro que manipula licitações públicas, compra prefeitos, vereadores, deputados, senadores e ministros para forjar negócios que nunca são entregues, ou mal e porcamente são executados.

O político brasileiro é tão corrupto quanto o povo.

Ao contrário do que você possa imaginar, corrupção não significa roubar dinheiro. Corrupção significa corromper tudo o que você acredita ser certo, ético e moral em troca de um benefício único e exclusivamente para você.

O político é apenas um representante do povo. Nada além disso. Se existe corrupção na política é porque o brasileiro é o grande corruptor dessa história. Existe tanta corrupção na política quanto em qualquer mercado de venda de qualquer coisa em qualquer cidade do país. Se existe descaso político com relação às minorias, é porque o brasileiro tem descaso político com relação às minorias. Faça a conta, se 300 mil dólares encontrados na cueca de um político representa 5% da comissão de uma licitação pública, algum empresário por aí levou 5 milhões e setecentos mil dólares no negócio (contando, é claro, que não pagará os impostos; contando, é claro, os custos fixos sem nota).

Quem move o mundo são os negócios. Quem move os negócios são as pessoas. Quem move as pessoas são os interesses próprios. Quem move os interesses próprios é a política. Quem move a política é o dinheiro. Quem move o dinheiro é o Cérebro.

Tem algo errado nesse Ciclo da Vida?

Eu acredito que não.

Essa prática de trabalho chama-se "lobby". Nos EUA 90 bilhões de dólares são gastos com Lobby (O que é lobby? Lobby é a prática de "influenciar" um político ou partidos políticos em favor de interesses próprios). Isso quer dizer que o americano-empresário-empreendedor também dá dinheiro ao político para estimulá-lo a fazer projetos sobre comprar ambulâncias e desenhar licitações sobre vias públicas e empresas estatais. A diferença, a grande diferença, é que nas licitações americanas as ambulâncias são entregues, e os serviços públicos são executados. Os produtos realmente beneficiam as pessoas e o país e não apenas um único empresário um único político um único partido.

"O Dinheiro move o mundo!" Essa frase deixa você constrangido e mexe com os seus valores morais????

Na sua opinião quem deveria mover os negócios é a Política, e não o contrário? Ou melhor, quem deveria mover o mundo é a "felicidade" e o "bem estar social", e não as empresas privadas e iniciativas individuais?

Deveria o Salvador da Pátria ou senadores-salvadores-da-pátria decidir se o Brasil precisa de um shopping center em Sorocaba, investimentos em tecnologia wireless em Ilhéus na Bahia ou um novo hospital em Vitória ou Joinville?

O Brasil é uma suposta democracia, uma tentativa de país livre, o mais belo dos belos, entretanto, seremos democratas quando 80% do povo brasileiro parar de eleger Santos Beatificados e passar a se sentir o próprio Santo que veio para resolver. A era onde a liderança sabe exatamente o que acontece no chão da fábrica ou imagina exatamente o quê cada peão deve fazer acabou. Ninguém sabe de nada. Nada é certo e ninguém tem certeza das coisas. Já não dá nem para prever se primavera continuará a ser primavera e o verão verão em cinco anos.

Vivemos o fim de toda uma era. Tudo deve ser questionado. Todos os projetos devem ser colocados em quarentena. A empresa deve entrar em reunião. O diálogo deve ser aberto.

Alguns anos atrás o possível futuro presidente da sua empresa seria o vice-presidente de vendas, hoje, o provável futuro presidente da sua empresa é o vice-presidente de tecnologia. Sai o cara que conhece tudo superficialmente (Salvador da Pátria) e entra o cara que conhece as coisas mundanas da empresa, o cara que amarra todas as pessoas e departamentos. Sai o cara que faz e faz e faz, entra o cara que compreende como as coisas realmente funcionam, onde os processos emperram, quanto tempo realmente leva para fazer as coisas, quando os conflitos existenciais acontecem.

Sai qualquer coisa relacionada a populismo e carisma e entra Você, um cara disposto a revisar processos para compreender a periferia da empresa. Não tem nada mais chato do que um Presidente de empresa ou país que fala toda hora sobre as mesmas coisas: Metas, Metas e Metas, Planos, Planos e Planos; e não tem a mínima idéia sobre como as coisas funcionam.

Amanhã é 7 de Setembro. Independência significa Responsabilidade, Princípios e Leis, Futuro Incerto e Desconhecido. Que amanhã você possa celebrar o cara independente que você é, ou quer realmente ser.

Você vai começar a enxergar nos políticos brasileiros, o mestre que você tanto procura, quando você estiver pronto.

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

Ricardo Jordão Magalhães
Fã de um Futuro Incerto e Desconhecido
by BIZREVOLUTION

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